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Sobre mim 

Desde que conheci o budismo, o papel da mente na construção da realidade tem sido uma investigação constante para mim. Sou formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e conheci meu professor, Lama Padma Samten, ainda na graduação. Na época, estava despertando para questões sociais através do envolvimento com um projeto de extensão universitária incrível chamado Coque Vive. A sensação que tinha naquele tempo é que as descobertas que começava a fazer no caminho espiritual cresciam na mesma velocidade que meu desejo de transformar o mundo, de algum modo colaborar para a construção de uma sociedade mais justa. 

 

No entanto, a prática, como era de se esperar, foi me levando para lugares internos nem sempre confortáveis, onde as certezas - inclusive sobre meu papel na sociedade - foram ficando cada vez menos definidas, ao mesmo tempo que um outro tipo de convicção surgia. E este é um processo vivo, que segue em curso. Mas desde a época da graduação, quando esse encontro entre espiritualidade e engajamento social aconteceu, há uma pergunta que acompanha, nunca se permitindo ser respondida: como uma tradição contemplativa como o budismo pode contribuir na construção de uma sociedade onde a visão de liberação para todos os seres seja possível?  

No final de 2018, ainda sob o efeito emocional do catastrófico processo eleitoral que vivemos, assisti a um vídeo da Joanna Macy pela primeira vez. A minha sensação era que sua voz estava surgindo das profundezas da minha pergunta, sem nenhuma intenção de respondê-la, mas sim de expandi-la, de fazer o universo inteiro caber dentro dela. Ali estava um ser humano que olha de frente a dor do mundo e não desvia o olhar. E a coragem dela tinha algo que eu reconhecia do meu próprio professor: sabedoria, prajna. 

Em fevereiro de 2019 viajei para o Chile para participar de um treinamento intensivo do Trabalho Que Reconecta (TQR), metodologia desenvolvida por ela e que tem sido aplicada há mais de quarenta anos nos mais diferentes contextos e em tudo que é lugar do mundo. O treinamento foi conduzido por Adrián Villaseñor Gallarza, que há mais de 10 anos está em contato com a metodologia e que em seu doutorado se debruçou sobre as relações entre a visão de Joanna e ensinamentos ligados ao vedanta. 

Atualmente faço parte de um grupo de formação permanente de facilitadores do TQR (WTR Facilitator Development Group), sob orientação de Lydia Harotoonian, uma experiente facilitadora do TQR e aluna próxima de Joanna Macy. Tenho oferecido palestras, oficinas e cursos inspirados no TQR e nos ensinamentos sobre ação lúcida no mundo, que tenho ouvido e tentado praticar como aluna do Lama Samten. 

Ao lado de Polliana Zocche, somos facilitadores da Comunidade de Aprendizagem Online do TQR (CA-TQR). A comunidade se constitui como um grupo de estudo e prática e está aberta para pessoas que já tiveram algum contato com a metodologia e têm interesse em se aprofundar. É um espaço tanto para quem já está facilitando o TQR, como para pessoas que desejam um dia facilitar o trabalho ou simplesmente pessoas que querem entender como melhor aplicar estava visão em suas próprias vidas. Você pode saber mais aqui.

Também junto com a Polliana (que aliás foi quem tirou esta foto em uma visita nossa ao Museo Violeta Parra, em Santiago do Chile) integro o grupo de facilitadores da formação TQR en línea, conduzido por Adrián Galarza. 

Um pouco mais

Sou tradutora de dois livros da Lama Elizabeth Mattis Namgyel, O poder de uma pergunta aberta e A lógica da fé (ambos pela editora Lúcida Letra). Sou tutora do Programa de Facilitadores do CEBB e tenho acompanhado pessoas no estudo e prática do Darma. Sou cozinheira de coração, e de vez em quando ofereço atividades ligadas a cozinha e meditação. Atualmente, boa parte do meu tempo é dedicada à Revista Bodisatva, fundada por meu professor há quase trinta anos, e na qual tenho a alegria de colaborar como editora desde 2017.